segunda-feira, 16 de maio de 2011

Redes sociais

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Polêmica do MEC

Texto do jornalista Clóvis Rossi, do jornal Folha de S. Paulo, publicado na edição deste domingo, 15 de maio. Fala sobre a polêmica em torno do livro do MEC que estimularia as pessoas a falarem errado (veja aqui). Esse assunto também foi tema de debate hoje pela manhã na rádio Band News.

Clóvis Rossi

Inguinorança

Não, leitor, o título acima não está errado, segundo os padrões educacionais agora adotados pelo mal chamado Ministério de Educação. Você deve ter visto que o MEC deu aval a um livro que se diz didático no qual se ensina que falar "os livro" pode.
Não pode, não, está errado, é ignorância, pura ignorância, má formação educacional, preguiça do educador em corrigir erros. Afinal, é muito mais difícil ensinar o certo do que aceitar o errado com o qual o aluno chega à escola.
Em tese, os professores são pagos -mal pagos, é verdade- para ensinar o certo. Mas, se aceitam o errado, como agora avaliza o MEC, o baixo salário está justificado. O professor perde a razão de reclamar porque não está cumprindo o seu papel, não está trabalhando direito e quem não trabalha direito não merece boa paga.
Os autores do crime linguístico aprovado pelo MEC usam um argumento delinquencial para dar licença para o assassinato da língua: dizem que quem usa "os livro" precisa ficar atento porque "corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico".
Absurdo total. Não se trata de preconceito linguístico. Trata-se, pura e simplesmente, de respeitar normas que custaram anos de evolução para que as pessoas pudessem se comunicar de uma maneira que umas entendam perfeitamente as outras.
Os autores do livro criminoso poderiam usar outro exemplo: "Posso matar um desafeto? Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito jurídico".
Tal como matar alguém viola uma norma, matar o idioma viola outra. Condenar uma e outra violação está longe de ser preconceito. É um critério civilizatório.
Que professores prefiram a preguiça ao ensino, já é péssimo. Que o MEC os premie, é crime.


sábado, 14 de maio de 2011

Que sucesso, MEC!

Livro distribuído pelo MEC defende errar concordância

Texto entregue a jovens e adultos afirma que é possível dizer "os livro"

Para ministério, obra segue os Parâmetros Curriculares Nacionais, pelos quais não há uma forma "certa" de falar

DO RIO

Um livro didático para jovens e adultos distribuído pelo MEC a 4.236 escolas do país reacendeu a discussão sobre como registrar as diferenças entre o discurso oral e o escrito sem resvalar em preconceito, mas ensinando a norma culta da língua.
Um capítulo do livro "Por uma Vida Melhor", da ONG Ação Educativa, uma das mais respeitadas na área, diz que, na variedade linguística popular, pode-se dizer "Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado".
Em sua página 15, o texto afirma, conforme revelou o site IG: "Você pode estar se perguntando: "Mas eu posso falar os livro?". Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico".
Segundo o MEC, o livro está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) -normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos.
"A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma "certa" de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita é o espelho da fala", afirma o texto dos PCNs.
"Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos", continua.
Heloísa Ramos, uma das autoras do livro, disse que a citação polêmica está num capítulo que descreve as diferenças entre escrever e falar, mas que a coleção não ignora que "cabe à escola ensinar as convenções ortográficas e as características da variedade linguística de prestígio".
O linguista Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, critica os PCNs.
"Há uma confusão entre o que se espera da pesquisa de um cientista e a tarefa de um professor. Se o professor diz que o aluno pode continuar falando "nós vai" porque isso não está errado, então esse é o pior tipo de pedagogia, a da mesmice cultural", diz.
"Se um indivíduo vai para a escola, é porque busca ascensão social. E isso demanda da escola que lhe ensine novas formas de pensar, agir e falar", continua Bechara.
Pasquale Cipro Neto, colunista da Folha, alerta para o risco de exageros. "Uma coisa é manifestar preconceito contra quem quer que seja por causa da expressão que ela usa. Mas isso não quer dizer que qualquer variedade da língua é adequada a qualquer situação."

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Texto publicado no jornal Folha de S. Paulo em 14 de maio de 2011.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Quando usar MAL ou MAU?

Dicas excelentes do renomado professor Sérgio Nogueira que achamos no site G1:


Ortografia – MAU ou MAL?

por Sérgio Nogueira

a) MAU é um adjetivo e se opõe a BOM:

“Ele é um mau profissional.” (x bom profissional);
“Ele está de mau humor.” (x bom humor);
“Ele é um mau-caráter.” (x bom caráter);
“Tem medo do lobo mau.” (x lobo bom);

b) MAL pode ser:
1. advérbio (=opõe-se a BEM):
“Ele está trabalhando mal.” (x trabalhando bem);
“Ele foi mal treinado.” (x bem treinado);
“Ele está sempre mal-humorado.” (x bem-humorado);
“A criança se comportou muito mal.” (x se comportou muito bem);
2. conjunção (=logo que, assim que, quando):
“Mal você chegou, todos se levantaram.” (=Assim que você chegou);
“Mal saiu de casa, foi assaltado.” (=Logo que saiu de casa);
3. substantivo (=doença, defeito, problema):
“Ele está com um mal incurável.” (=doença);
“O seu mal é não ouvir os mais velhos.” (=defeito).
Na dúvida, use o velho “macete”:
MAL x BEM;
MAU x BOM.

Exercício – Complete as frases a seguir com MAL ou MAU:

1. Ele é um ______ profissional.
2. Ele está trabalhando ______.
3. O chefe está de ______ humor.
4. O chefe está sempre ______ -humorado.
5. O empregado foi ______ treinado.
6. ______ chegou ao escritório, teve o desprazer de encontrar a ex-esposa.
7. ______ saiu de casa, foi assaltado.
8. ______ foi contratado, já demonstrou suas qualidades.
9. Houve um terrível ______-estar.
10. Ele é um grande ______-caráter.
11. Comportou-se muito ______ durante a reunião.
12. Sempre foi um ______ aluno.
13. O seu ______ é não ouvir os mais velhos.
14. Você não sabe o ______ que ela me faz.
15. Ela está com um ______ incurável.
16. Sofreu um ______ súbito.
17. Ele ______ adivinha o que pode lhe acontecer.
18. A velhinha ______ saía de casa.
19. Um falava bem; o outro, muito ______.
20. Um era bom; o outro, muito ______.

Respostas

Exercício 2 – Complete as frases a seguir com MAL ou MAU:
1.
Ele é um MAU profissional.
2. Ele está trabalhando MAL.
3. O chefe está de MAU humor.
4. O chefe está sempre MAL-humorado.
5. O empregado foi MAL treinado.
6. MAL chegou ao escritório, teve o desprazer de encontrar a ex-esposa.
7. MAL saiu de casa, foi assaltado.
8. MAL foi contratado, já demonstrou suas qualidades.
9. Houve um terrível MAL-estar.
10. Ele é um grande MAU-caráter.
11. Comportou-se muito MAL durante a reunião.
12. Sempre foi um MAU aluno.
13. O seu MAL é não ouvir os mais velhos.
14. Você não sabe o MAL que ela me faz.
15. Ela está com um MAL incurável.
16. Sofreu um MAL súbito.
17. Ele MAL adivinha o que pode lhe acontecer.
18. A velhinha MAL saía de casa.
19. Um falava bem; o outro, muito MAL.
20. Um era bom; o outro, muito MAU.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Campanha pelo fim do "mesmo"!

Vamos parar com essa história de usar "o mesmo" ou "a mesma" quando não convém. Já tínhamos colocado um post aqui no blog alertando sobre esse uso incorreto (veja aqui). Hoje temos o prazer de postar a coluna do sempre excelente prof. Pasquale, publicada no jornal Folha de S. Paulo:

PASQUALE CIPRO NETO

"Eu tenho medo do Mesmo"


Diz o "Aurélio': "Parece conveniente evitar o emprego de o mesmo como equivalente do pronome ele ou o"

EM SEU ÚLTIMO VESTIBULAR, a Unicamp elaborou uma questão sobre uma conhecida frase que se lê nos elevadores ("Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar").
Confesso que nunca entendi bem a existência de uma lei que determina ao cidadão que verifique se o elevador lá está antes de nele entrar. Fica-se com a impressão de que a causa de um eventual acidente é a desobediência à lei. Francamente...
Essa "lei" e sobretudo a sua enfadonha redação (de que faz parte o chatinho emprego de "o mesmo") levaram internautas a criar a comunidade "Eu tenho medo do Mesmo" (assim mesmo, com maiúscula). Bem-humorada, a comunidade brinca com o termo "mesmo", que se transforma num ser vivo (um fantasma, um maníaco ou algo assim). Essa transformação se dá com o emprego da inicial maiúscula, que aparece também na frase "Mesmo, o maníaco dos elevadores", usada pelos integrantes dessa comunidade.
No texto original da lei, a expressão "o mesmo" recupera "o elevador". Esse uso de "o mesmo" (como elemento que substitui, recupera) não encontra abono nos dicionários recentes, como o "Houaiss" e o "Aulete" (eletrônico), mas aparece com razoável frequência na língua falada, sobretudo quando a linguagem é semiformal ou formal, e em muitos escritos -recentes ou mais antigos.
O "Dicionário Priberam da Língua Portuguesa" (de Portugal) registra sem rodeios a palavra "mesmo" com o sentido de "coisa ou pessoa que já foi mencionada anteriormente". O exemplo do dicionário é este: "Eu fiz a tarefa, mas a mesma não ficou perfeita". Numa de suas edições, o "Aurélio" diz o seguinte: "Parece conveniente evitar o emprego de o mesmo como equivalente do pronome ele ou o". E conclui: "É tão frequente esse uso, pelo menos deselegante, de o mesmo, que podemos observá-lo num mestre como Camilo Castelo Branco". Depois, o "Aurélio" dá exemplos desse uso.
Cá entre nós, esse emprego parece mesmo um tanto deselegante e até um pouco chatinho, mas... Bem, você decide, caro leitor, o que fazer com esse uso de "o/a mesmo/a".
Pois bem, voltemos à questão da Unicamp, que pedia ao candidato que explicasse "o que torna possível o jogo de palavras "Mesmo, o maníaco dos elevadores", usado pelos membros dessa comunidade". Ora, na verdade não se deveria perguntar o que torna possível o jogo de palavras, já que na frase do elevador a palavra "mesmo" é escrita com inicial minúscula. O que se deveria perguntar é que recurso a comunidade empregou para criar a brincadeira, zombaria ou algo do gênero.
Como parece claro, a brincadeira decorre do emprego, no nome da comunidade, da palavra "mesmo" com inicial maiúscula, que a transforma num substantivo próprio, que nomeia um indivíduo "fascinado" por elevadores e seus ocupantes...
Deve-se notar a presença da vírgula em "Mesmo, o maníaco dos elevadores". Essa vírgula deixa claro o papel da expressão "o maníaco dos elevadores". Não fora ela...
Na questão da Unicamp há um segundo item, que pede ao aluno que reescreva o aviso "de forma que essa leitura não seja mais possível". O enunciado não é dos mais felizes. Em vez de "de forma que essa leitura não seja mais possível", caberia "de forma que essa brincadeira não seja...". Forçando a barra, a banca achou um jeito de pedir ao candidato que reescrevesse a pífia frase do elevador sem o chato "o mesmo". As possibilidades são muitas. Uma delas é esta: "Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra parado neste andar". Sim, ele (o elevador), por que não? É isso.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Feliz Dia das Mães

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pós-graduação a distância

A 3GB Consulting decidiu atualizar conhecimentos e capacitar ainda mais seus profissionais. Para isso, agora nossos profissionais realizam curso de pós-graduação a distância, reconhecido pelo MEC e promovido em parceria entre o IESDE e a Unicid, de São Paulo.

Como o curso é excelente, resolvemos indicá-lo aqui, pois é direcionado ao pessoal formado em Letras ou áreas afins! Vale a pena mesmo, a qualidade é altíssima. E você pode se matricular, em Porto Alegre, na Inteligência Educacional (www.inteligenciaeducacional.com.br ou 51 3072-7733).

O legal é que você pode assistir às aulas pela internet, em DVD fornecido com o materal, ou ainda em um simpático tocador de MP4, já incluso no valor da mensalidade!

Entre os professores, está o renomado Sérgio Nogueira, sumidade no assunto. Enfim, o curso é nota 10! Recomendamos fortemente!

Dê uma olhada na grade curricular: